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Hospital de Tailândia oferece assistência segura à acidentados

Referência no atendimento de urgência e emergência na mesorregião do nordeste paraense, o Hospital Geral de Tailândia (HGT), aderiu ao movimento nacional do “Maio Amarelo” para alertar a sociedade sobre a importância da redução do número de acidentes de trânsito
Referência no atendimento de urgência e emergência na mesorregião do nordeste paraense, o Hospital Geral de Tailândia (HGT), aderiu ao movimento nacional do “Maio Amarelo” para alertar a sociedade sobre a importância da redução do número de acidentes de trânsito, por meio da mudança de comportamento para melhorar, assim melhorando a mobilidade de pedestres, ciclistas e condutores de todos os tipos de veículos. A campanha tem como tema “No trânsito, o sentido é a vida”.

De acordo com o diretor técnico do hospital, Joseph Isaac Paredes Torres, o número de vítimas de acidentes de trânsito atendidas no hospital vem reduzindo gradativamente, mas está longe do ideal. Entre 2017 e 2018, diminuiu em 8% do número de vítimas de trânsito em atendimento no HGT.

Em números, as estatísticas registraram: 2017 1.976 atendimentos causados por acidentes com moto (1.586), bicicleta (144), acidentes de trânsito (179) e carro (67). Já em 2018, foram registrados 1.820 atendimentos, sendo que 1.413 causados por moto, 131 de bicicleta, 170 acidentes de trânsito e 106 provocados por carro.

A torcida é para que este ano, os números das estatísticas reduzam ainda mais. De janeiro a abril deste ano, já foram atendidos 416 vitimas na urgência e emergência, com acidente de motos liderando o ranking, até o momento, com 306 casos, seguido de 48 acidentes de trânsito, 32 de carro e 30 causado por bicicleta.

A agricultora, Doralice Guimarães Lopes, 64 anos, foi mais uma vítima de trânsito que obteve assistência no HGT. Há exatos nove dias ela sofreu um acidente quando a moto em que estava foi atingida pela condutora de um carro de passeio que, abriu a porta sem observar que vinha uma moto logo atrás, e também não sinalizou que ia encostar o veículo. A motociclista caiu no asfalto fraturando o joelho de sua perna direita.

Internada no HGT, ela relatou os momentos de susto, dor e sofrimento com o acidente que poderia ter sido evitado com mais atenção da motorista do carro. “Na hora tentei levantar, mas não consegui. Minha perna estava de lado. Como a queda da minha filha foi feia e gritava muito, tentei levantar, mas não consegui porque ela estava fraturada e sentia muitas dores. Tive medo que viesse outro carro e nos atropelar novamente. Populares nos ajudaram e nos trouxeram para o HGT, onde agradeço o atendimento recebido e tenho fé que vou me operar por aqui mesmo, sem ter necessidade de ir para Belém. Já fiz todos os exames necessários. Estamos apenas aguardando o joelho desinchar mais para fazer a cirurgia”, disse a agricultura que não vê a hora de retornar para sua casa em um sítio localizado em Pindorama, de onde não voltou desde o acidente.

É o atendimento resolutivo oferecido aos usuários do HGT que DR. Joseph médico ressalta na assistência que é realizada 24 horas na Urgência/Emergência, com equipe de três médicos clínicos em sistema rotativo, cirurgião, obstetra, pediatra, anestesista, ortopedista e radiologista.

No HGT, o usuário da urgência e emergência tem atendimento prioritário. Em casos de acidentados, a assistência inicia com atendimento do médico clínico, se necessário, diante de uma suspeita de fratura, o médico ortopedista é acionado e, se houver suspeita de trauma abdominal ou torácico, o usuário passa por avaliação de um cirurgião. “Contamos ainda com o suporte de um radiologista em necessidade de ultrassom de emergência”.

Atendendo o perfil do HGT, os casos mais recorrentes na urgência e emergência são pacientes com fraturas, na maioria das vezes, de perna ou braço, o que leva em média a internação de aproximadamente cinco dias. O médico chama atenção ainda que mesmo os casos mais comuns, necessitam de atenção por parte do usuários, como as escoriações superficiais, que devem ter importância no tratamento e exige necessidade de cuidados domiciliares como curativos.

“Muitas pessoas desconhecem que, mesmo essas lesões simples, têm risco de infecção, sim. O que, em um primeiro momento, pode parecer uma coisa simples, pode complicar e as vezes levar a internação”, alertou o médico.

Mais prudência no trânsito - Para o diretor técnico do HGT, todos podem contribuir para mudar essa realidade e reduzir cada vez mais os números de acidentes de trânsito. “Temos que mudar o nosso comportamento, como por exemplo evitar falar no celular, não dirigir sem capacete, não dirigir sob os efeitos de substâncias tóxicas, respeitar os limites de velocidade. Temos que ter a consciência de que a legislação deve ser respeitada”, sugeriu.

Embora os números de atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito no HGT venham reduzindo, lentamente, o diretor executivo do hospital, o administrador Joaquim Fonseca, ainda alerta sobre os dados estatísticos nacionais ainda mostram que cada dia aumenta os números de vítimas de acidentes de trânsito em função de vários fatores, entre eles, a falta de uso dos equipamentos de segurança, como capacete, é a principal causa presumível de acidente. “E junto soma-se excesso de velocidade, ingestão de bebidas alcoólicas e ultrapassagem indevida”, destacou o gestor.

Ações de prevenção - O Grupo de Trabalho de Humanização (HGT) com apoio da Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA) do HGT, em parceria com o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), realizarão ações nesta segunda-feira (27) e na terça-feira (28), com palestras nas áreas de atendimento do hospital para colaboradores, usuários e acompanhantes, sobre Educação no Trânsito; e Blitz em pontos estratégicos de Tailândia com o intuito de conscientizar a população sobre de uso dos equipamentos de segurança e respeito às leis de trânsito.

Dados nacionais - De acordo com o Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), órgão da Escola Nacional de Seguros, de janeiro a junho de 2018, os acidentes de trânsito provocaram 19.398 mil mortes e 20 mil casos de invalidez permanente no país. As principais vítimas são homens de 18 a 65 anos e motociclistas.

Estrutura HGT- Com 51 leitos, hospital dispõe de várias especialidades e apoio diagnóstico com radiologia, ultrassonografia, endoscopia, mamografia, eletrocardiografia, laboratório de análises clínicas e Agência Transfusional dentro do hospital para atendimento ágil da demanda, além de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), que possui nove leitos, sendo seis adultos e três pediátricos.

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