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Acusado de provocar a morte de humorista já está preso em Belém

Os delegados Sérvulo Cabral, diretor de Polícia Especializada; Eduardo Rollo, responsável pelo inquérito do caso, e Délcio Santos, diretor da Divisão de Homicídios, participaram da coletiva
A Polícia Civil transferiu de Imperatriz, no interior do Maranhão, para Belém, nesta terça-feira (7), o preso Hilton Soares Souza Filho, 26 anos, conhecido como Hiltinho, acusado de ser responsável pela morte do humorista Ricardo Sena de Macedo, 37 anos. A vítima, que era conhecida como Ricardo Bomba, morreu no último dia 1º de maio, após ser agredida com soco e chutes no rosto pelo acusado, durante uma briga no conjunto residencial Pedro Teixeira, bairro do Coqueiro, na capital paraense. Hilton Soares foi preso em uma pousada pertencente a amigos dele, nesta segunda-feira (06), por policiais militares maranhenses, após troca de informações com o tenente-coronel Raul Silva, piloto do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (Graesp).

A chegada do preso a Belém ocorreu por volta de 17 h, quando o avião do Graesp pousou no Aeroporto Internacional em Val de Cans. Após o desembarque, o preso foi conduzido por uma equipe da Divisão de Homicídios para a sede da Delegacia-Geral de Polícia Civil, onde houve uma entrevista coletiva.

Presidida pelo delegado Sérvulo Cabral, diretor de Polícia Especializada, a entrevista contou com as presenças dos delegados Eduardo Rollo, responsável pelo inquérito do caso, e Délcio Santos, diretor da Divisão de Homicídios.

Os policiais informaram que, acompanhados de dois investigadores, os delegados embarcaram por volta de 7 h desta terça-feira em um avião do Graesp, com destino a Imperatriz, para fazer a transferência do preso, autorizada pela Justiça, para Belém. Após receber autorização da Comarca de Imperatriz, Hilton Filho foi conduzido da sede da Delegacia local, onde já estava, até o avião. O delegado Eduardo Rollo disse que solicitou à Justiça a prisão preventiva do acusado na última sexta-feira (3). A ordem de prisão foi expedida no domingo (5).

Relato - Na entrevista coletiva, o delegado informou que ainda ouvirá em depoimento o preso. Informalmente, durante a viagem, Hilton relatou ao delegado que a briga ocorreu depois de uma discussão em um bar, onde ele, a vítima e outros conhecidos estavam bebendo. Foi quando, segundo o acusado, Ricardo teria passado a beber a cerveja dos copos das pessoas, incluindo a do acusado, o que teria causado o bate-boca entre eles, que já estavam embriagados. A confusão, que começou no bar, foi para a rua, onde os dois acabaram brigando.

Durante o confronto, Hilton Soares atingiu com um soco o maxilar da vítima, que caiu desmaiada. Em seguida, o acusado ainda desferiu dois chutes na cabeça do humorista. A vítima foi socorrida com vida por conhecidos, porém não resistiu e morreu por traumatismo cranio-encefálico, segundo laudo médico expedido na Unidade de Pronto- Atendimento (UPA) do distrito de Icoaraci.

O delegado informou ainda que está no aguardo dos laudos periciais de necropsia e de local de crime, realizados por peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Os laudos apontarão a causa da morte e determinarão se o acusado vai responder, ao final do inquérito, por lesão corporal seguida de morte ou por homicídio doloso.

Ainda segundo o delegado, já foram ouvidas algumas pessoas que prestaram socorro à vítima, como testemunhas, e outras que presenciaram o crime serão ouvidas. Acompanhado de quatro advogados, o acusado foi questionado pelos jornalistas, na entrevista coletiva, mas se limitou a informar que o vídeo do momento das agressões, divulgado nas redes sociais, mostra apenas uma parte da briga, e não representaria tudo o que ocorreu no dia do crime.

A respeito de detalhes da briga e sobre a suposta fuga para o Maranhão, o preso afirmou que se manifestará na Justiça. Após o final da entrevista coletiva, o preso foi conduzido ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para passar por exame de corpo de delito. Em seguida, será recolhido a uma unidade do Sistema Penitenciário para ficar à disposição da Justiça.

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