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Folha: 71% dos feminicídios e das tentativas têm parceiro como suspeito

Segundo levantamento, ao menos 119 mulheres foram mortas no Brasil em janeiro por causa de seu gênero. 47% dos casos ocorreram na casa da vítima

Um levantamento da Folha de S.Paulo mostrou que só em janeiro 179 mulheres foram vítimas de feminicídio ou sobreviveram a uma tentativa defeminicídio. É uma média seis crimes por dia. A pesquisa do jornal também revelou que 71% dessas mulheres foram atacadas pelo atual ou ex-companheiro. Ainda segundo a publicação, de cada 4 suspeitos, 1 tinha histórico de violência ou antecedentes criminais.
A promotora Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, explicou que os casos de violência tem um caráter contínuo. “A violência contra a mulher não ocorre uma só vez. Ao contrário, é padrão de comportamento daquele homem no relacionamento com suas parceiras e com outras mulheres”, diz a promotora.
A pesquisa, que se baseou nas notícias publicadas pela imprensa brasileira, constatou que ocorreram, nesta ano, 119 mortes e 60 tentativas de feminicídio. Ainda de acordo com a Folha, nos crimes ocorridos em 25 estados do país, a média de idade das mulheres vítimas é de 33 anos e do agressor, de um pouco mais de 38 anos.

Separação

Entre os motivos mais citados para as agressões está o fim do relacionamento – 18% dos casos –  atrás de brigas, ciúmes ou supostas traições, que somam 25%. Para a promotora, a separação é um dos principais fatores de risco para o feminicídio, quando associada à perseguição incessante, menções a suicídio pelo agressor e histórico de violência. O levantamento da Folha constatou que, dos casos analisados, ao menos 11 terminaram no suicídio do agressor. Em 15 ocorrências as crianças presenciaram o crime.
A pesquisa também constatou que 47% dos crimes ocorreram na casa da vítima e a faca foi a arma mais usada – 41% dos casos – seguida por armas de fogo, com 23%. Nos casos estudados, 74% dos crimes cometidos com armas de fogo resultaram em morte –contra 59% no caso de agressões a facadas.
Autora da obra ‘A Lei Maria da Penha na Justiça’ e referência no combate à violência contra mulher, a juíza aposentada Maria Berenice Dias aponta que o empoderamento das mulheres as incentiva a não ficarem em relacionamentos abusivos. “Esses rompimentos colocam a vida das mulheres em risco. A vontade da mulher acaba, como sempre, não sendo respeitada”, explica Dias.
Entre os casos analisados pela Folha está a morte da servidora pública Rosane Apolinário, de 42 anos, em Forquilhinha-SC. No fim de janeiro, ela foi estrangulada e depois degolada pelo marido, Vanderlei Dahmer, 54, com quem tinha um filho adolescente. O homem foi preso e confessou o crime, dizendo ter sido motivado por ciúmes e que suspeitava de traição. Na mesma cidade, poucos dias depois, outro homem foi indiciado sob suspeita de ser mandante da morte da esposa, Nely Fernandes Schuvinski, em 2017. Ele nega a suspeita.
Uma das coordenadoras de um programa de prevenção à violência contra a mulher em Forquilhinha, a psicóloga Joseane Nazário, de 34 anos, destacou que os dois casos não são isolados. “A verdade é que tem muitas Rosanes e Nelys que sofrem com a mesma situação de violência”, diz.                                                                                                                                       
                                                                



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