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CDH discute violência na sociedade que leva a eventos como o de Suzano

Com momentos de emoção, senadores da comissão debateram o papel das famílias e o papel das armas em eventos que levam a mortes como o que aconteceu na véspera em Suzano (SP)
Nesta quinta-feira (13), os senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) lamentaram e continuaram a repercutir o massacre ocorrido na quarta-feira (13) em uma escola pública de Suzano (SP), onde duas pessoas encapuzadas assassinaram ao menos oito pessoas, deixando diversos feridos. Os dois criminosos também morreram, totalizando em dez o número de mortos.
Ao ressaltar que o problema da violência não pode ser atribuído apenas aos políticos, aos professores e à polícia, o senador Styvenson Valentim (Pode-RN) falou da importância da participação dos pais no processo educativo das crianças e jovens. Ele apontou preocupação com o fato de que muitas pessoas têm sido influenciadas por jogos eletrônicos e questionou por que ninguém teve a atenção, por exemplo, de acompanhar o comportamento de um dos autores do massacre, o jovem Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos.
— Eu creio que ele deve ter família, alguém responsável por ele. Além da polícia civil, após o fato, por que ninguém antes teve a curiosidade de folhear o caderno para ver os desenhos de armas, pessoas mortas, versos satânicos e mensagens de ódio, como o que foi encontrado?
Para o senador Lasier Martins (PSD-RS), os autores do massacre eram “psicopatas, com doença agravada pela convivência permanente junto aos conteúdos eletrônicos”. Ele também chamou a atenção para a responsabilidade dos pais ou responsáveis no acompanhamento desses jovens.
— Muitos não se preocupam e estão completamente desligados com a educação dos filhos, e isso acaba sendo transferido para os professores. Nos assombra é a possibilidade de esse fato de ontem servir de exemplo para repetições, assim como nos Estados Unidos vem acontecendo há muito tempo.
Em discurso emocionado, a senadora Leila Barros (PSB-DF) disse que a classe política deve ter serenidade e responsabilidade ao encarar a pauta do desarmamento e do aumento da criminalidade. Ela disse que trabalhará para evitar que eventos como o de Suzano se repitam e apontou preocupação com os casos de violência que, segundo ela, têm afetado principalmente os jovens.
— Não é com arma, não é com ódio, nem com polarização que vamos mudar este país. Mais do que parlamentar, eu sou mãe, sou mulher e sou cidadã, e nós precisamos dar uma resposta para essa situação.
Ex-secretário de Educação do Paraná, o senador Flávio Arns (Rede-PR) disse que é preciso analisar a influência de jogos violentos e também de programas de televisão que abordam a agressividade em horários vespertinos.
— Precisamos trabalhar com valores. É impensável acontecer em países desenvolvidos o que acontece no Brasil. Precisamos criar mecanismos, não para ser contra alguém ou coisa semelhante, mas pensarmos numa arquitetura adequada para essas programações.
Já a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) afirmou que é o Estado brasileiro quem tem o dever de zelar pela segurança da população, e não a ideia de colocar armas nas mãos do cidadão comum. Para a parlamentar, a única maneira de diminuir a violência se chama educação de qualidade para todos.
— Vamos oferecer livros ao invés de armas, disse ela.

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