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Temer diz que governo está pronto para trazer de volta ao Brasil crianças separadas das famílias nos EUA

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (26) que o governo brasileiro está disposto a "colaborar" com o transporte para o retorno de crianças brasileiras que foram separadas dos pais, flagrados ao tentar entrar de forma ilegal nos Estados Unidos.





Temer abordou o assunto em reunião com o vice-presidente dos EUA, Milke Pence, que está em visita ao Brasil. Após, em declaração à imprensa, ele informou o desejo de buscar as crianças, caso seja o interesse das famílias.





"Levantei com o vice-presidente Pence a questão dos menores brasileiros que se encontram separados de seus pais nos EUA. Disse que se trata de questão extremamente sensível para sociedade e governo brasileiros. Pedi sua especial atenção para assegurar a rápida reunião das famílias", disse Temer.





"Eu assinalei até que nosso governo está pronto a colaborar no transporte dos menores brasileiros de volta ao Brasil, se esse for o desejo das famílias. As autoridades dos dois países continuarão em contato sobre esse tema", completou Temer.





Na semana passada, o governo americano divulgou que havia, pelo menos, 49 crianças brasileiras em abrigos nos EUA. O Ministério das Relações Exteriores tem a expectativa de que nos próximos dias três crianças sejam liberadas para ficar com parentes.





O tratamento dado às crianças e aos pais preocupa Temer e outras autoridades brasileiras. A separação de crianças e pais flagrados na tentativa de entrar nos EUA faz parte da política de "tolerância zero" do governo de Donald Trump contra a imigração ilegal.





Mais cedo, antes da declaração de Temer, o embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, já havia dito que Temer está disposto a mandar “buscar” as crianças brasileiras nos Estados Unidos.





“Na reunião que houve no Planalto, [Temer] levantou [a questão] e o Pence disse que era compromisso de campanha americana, mas, dentro dos limites disso, que eles estariam prontos a trabalhar conosco”, disse Amaral em conversa com jornalistas.





“O presidente Temer disse que respeitava internamente a legislação americana, mas ele achava que, dentro dos limites e da vontade das famílias, ele estava inclusive disposto, se fosse necessário, a mandar buscar as crianças”, completou o diplomata.





Amaral ponderou, no entanto, que a decisão de trazer as crianças vai depender das famílias, porque pode ser que os pais prefiram que os filhos continuem em território americano. "Cada caso é um caso", observou. Segundo ele, o consulado brasileiro tem notícia de 51 crianças em abrigos nos Estados Unidos.






Mike Pence





Pence também abordou a questão das crianças separadas das famílias em sua declaração à imprensa.





Segundo ele, o presidente Donald Trump tenta manter as famílias unidas, ao mesmo tempo em que trabalha para aplicar as leis americanas.





O vice-presidente declarou que o governo norte-americano irá trabalhar para reunir as famílias e as crianças, inclusive as brasileiras.





"Estamos trabalhando para reunir as famílias, inclusive famílias brasileiras que estão neste meio. Vamos fazer acontecer", disse.






Efeito 'cruel'





Após a declaração de Temer e de Pence, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que o governo dos Estados Unidos está disposto a aplicar a legislação vigente no país que trata da imigração.





Para Nunes, o efeito da legislação dos Estados Unidos é considerado "cruel" pelo governo brasileiro, porque crianças foram separadas de suas famílias ao tentarem entrar no país.





"Os Estados Unidos têm a sua legislação e é preciso que as pessoas saibam que o governo dos Estados Unidos está disposto a aplicá-la. Tem esse efeito que nós consideramos cruel e estamos trabalhando para que as famílias possam encontrar os seus filhos, os filhos se encontrarem com os pais e aqueles que tenham condições de ficar nos Estados Unidos, que fiquem", disse o ministro.





"As crianças que por ventura queiram ficar nos Estados Unidos, elas precisam ter autorização da justiça norte-americana e precisam ter alguém que possa acolhê-las. Algumas já estão em contato com seus parentes que vivem nos Estados Unidos. Na medida em que não tragam consigo nenhuma outra irregularidade migratória, podem ficar lá", concluiu Nunes.







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